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Historial

O Ateneu Comercial do Porto, Associação de Cultura, Instrução e Recreio, foi fundado em 29 de Agosto de 1869 e resultou da fusão de outras instituições congéneres que não vingaram, fundadas por comerciantes e caixeiros da cidade do Porto.

Por divisa escolheu "Inter Folia Fructus", que retracta o seu propósito de "... promover e cimentar relações de benevolência e boa sociedade entre os associados e proporcionar-lhes um passatempo honesto e civilizador por meio de reuniões ordinárias, dança e leitura, conversação e jogo lícito".

Associação ímpar no seu género, com cariz de clube privado, onde convivem actividades lúdicas e culturais, tem sede em edifício próprio, na Rua de Passos Manuel, n.º 44, desde Maio de 1885.
Dotado de magníficas instalações, dispõe de um salão nobre, polivalente, biblioteca, bufete, bar, barbearia, sala de visitas, salas de jogos, salões de bilhar e sala de leitura, para além das salas D. Luís e Dr. Uva.

Desde as suas origens de sociedade recreativa, até às extravagâncias de clube burguês, não esquecendo a tradição dos bailes, saraus e tertúlias, onde sempre contou com a presença da velha e nova aristocracia, nunca deixou de se identificar com o Porto e os seus movimentos cívicos e culturais.

A sua peculiar identidade, permitiu-lhe acolher todas as elites, de distintas sensibilidades, poderes e contra-poderes, nunca assumindo conotações marcadas com qualquer grupo, sobrevivendo desta forma às vicissitudes do desenrolar da história. Seguramente, é esse o seu maior património, ou seja, uma cultura de pluralidade, tolerância e independência, face a qualquer credo político ou religioso, postura essa que continua a cultivar, contando entre os seus sócios com nomes influentes de todos os quadrantes e tendências ideológicas.
É riquíssimo o historial desta Instituição e quiçá fastidioso para quem consultar esta página, enumerar os eventos de projecção nacional e internacional realizados ao longo de mais de 147 anos de vida - durante os quais sempre convidou e abriu as suas portas aos cidadãos do Porto – e por onde passaram figuras de grande prestígio nacional e internacional, no domínio das letras, artes plásticas e cénicas, música, política e ciência.

Não menosprezando o seu valioso património artístico em quadros a óleo, escultura e faiança, bem como colecções de cariz numismático e medalhístico, a sua "jóia da coroa" é a Biblioteca, considerada uma das melhores bibliotecas privadas da Península Ibérica. O seu recheio bibliográfico é de grande valia, possuindo um espólio superior a 40.000 títulos e 80.000 volumes, destacando-se, de entre muitas raridades, uma primeira edição de "Os Lusíadas", uma edição da Bíblia datada de 1500 e alguns escritos de Fernão Lopes.